Universidade Brasil conquista nota máxima no recredenciamento institucional do MEC
Compartilhe essa notícia
São Paulo TEAMA 2026 aproximou ciência, experiências de pessoas autistas e familiares em dois dias de programação sobre diagnóstico, saúde, direitos e inclusão
Ciência e experiência precisam caminhar juntas quando o objetivo é ampliar a compreensão sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Foi com essa perspectiva que mais de mil pessoas, entre profissionais, pesquisadores, familiares e pessoas autistas, participaram do São Paulo TEAMA 2026, realizado nos dias 29 e 30 de agosto, na capital paulista, com apoio da Universidade Brasil (UB).
O encontro promoveu dois dias de discussões sobre diferentes aspectos relacionados ao TEA, abordando desde questões clínicas e de desenvolvimento até os desafios sociais vivenciados pelas pessoas autistas e suas famílias.
Diagnóstico tardio, comorbidades associadas ao transtorno, medicações, alterações motoras, saúde mental materna, direitos legais e desenvolvimento integral estiveram entre os assuntos discutidos durante a programação.
Ao apoiar a realização do TEAMA, a Universidade Brasil reforça uma atuação institucional que busca aproximar educação, ciência e responsabilidade social, estimulando a circulação de conhecimento sobre questões que possuem impacto direto na vida das pessoas e na formação dos profissionais que atuarão junto à sociedade.
Diferentes perspectivas para compreender o TEA
Uma das características da programação foi reunir conhecimento técnico e científico a experiências vividas por pessoas autistas e seus familiares.
A abertura contou com Silvia Grecco, secretária municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo e mãe de Nickollas Grecco, autista e com deficiência visual. Silvia tornou-se conhecida nacionalmente por narrar partidas do Palmeiras para que o filho pudesse acompanhar os acontecimentos dentro de campo.
O psiquiatra e escritor Augusto Cury também integrou a programação com a palestra “A Construção de Uma Sociedade Inclusiva a Partir da Perspectiva da Inteligência Multifocal”.
Já a atriz Letícia Sabatella, diagnosticada com TEA na vida adulta, participou de dois momentos dedicados ao diagnóstico tardio, compartilhando com o público aspectos de sua própria experiência.
As discussões também contaram com o Dr. Bactéria, que abordou a importância de enxergar possibilidades para além dos diagnósticos, e com Tayane Gandra, mãe de Guilherme Gandra, o Menino Gui. Ela compartilhou sua trajetória com o filho, que ganhou projeção nacional após um vídeo registrar o reencontro dos dois quando Guilherme despertou de um coma de 16 dias.
Dessa forma, relatos pessoais e familiares dividiram espaço com o conhecimento científico, permitindo observar o TEA sob diferentes perspectivas.
Pessoas autistas também ocupam o centro da discussão
O protagonismo das próprias pessoas autistas esteve presente especialmente no segundo dia de atividades.
Roseli Claro, autista adulta e assessora do Grupo Método, e Julia Malc Barbosa, artista plástica, ilustradora, escritora e autista, compartilharam suas experiências com os participantes. A escritora e jornalista Ana Maria Machado também integrou esse momento da programação.
O encontro foi encerrado com uma apresentação da banda JP and the Heartbreakers, em uma celebração dedicada à inclusão.
A diversidade de participantes e abordagens contribuiu para um dos principais propósitos do TEAMA: estabelecer um espaço em que ciência, vivências e diferentes áreas do conhecimento possam dialogar para ampliar a compreensão sobre o autismo.
Conhecimento como caminho para uma sociedade mais inclusiva
Para a Universidade Brasil, iniciativas que ampliam o acesso à informação qualificada também contribuem para preparar profissionais mais atentos às diferentes realidades que encontrarão ao longo de suas trajetórias.
“O São Paulo TEAMA 2026 exemplificou como a ciência, a educação e a humanidade podem caminhar juntas na construção de uma sociedade mais inclusiva. A Universidade Brasil orgulha-se de apoiar iniciativas como esta, que democratizam o conhecimento e ampliam o diálogo sobre saúde mental, desenvolvimento humano e direitos das pessoas autistas”, afirma Bárbara Costa, reitora da Universidade Brasil.
A participação da UB também está relacionada ao compromisso da Instituição com ações capazes de aproximar o ambiente acadêmico das demandas contemporâneas da sociedade, especialmente em temas ligados à saúde, desenvolvimento humano, inclusão e qualidade de vida.
Nesse contexto, ampliar o conhecimento sobre o TEA não representa apenas uma oportunidade de atualização científica. Significa também contribuir para que futuros profissionais compreendam diferentes necessidades, reconheçam direitos e estejam mais preparados para promover acolhimento e inclusão em suas respectivas áreas de atuação.
Um projeto dedicado à informação e à conscientização
Criado em 2018, o TEAMA é dedicado à disseminação de conhecimento e à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista.
Antes da edição de São Paulo, o projeto já havia passado por cidades como Rio de Janeiro, Campos do Jordão e Brasília. Sua proposta é reunir profissionais, pesquisadores, educadores, estudantes, familiares e pessoas autistas para promover conteúdo científico, debate qualificado e troca de experiências.
Ao apoiar o São Paulo TEAMA 2026, a Universidade Brasil contribui para ampliar esse diálogo e reafirma seu compromisso com uma educação conectada à ciência, à inclusão e às transformações que a sociedade necessita.
Compartilhe essa notícia