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Pesquisa da Universidade Brasil é destaque no maior congresso de Engenharia Biomédica do país

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Desenvolvido na Pós-Graduação em Bioengenharia em parceria com pesquisadores da Unifesp, índice que aprimora a avaliação da saúde óssea recebeu menção honrosa no CBEB 2026

Uma pesquisa desenvolvida na Pós-Graduação em Bioengenharia da Universidade Brasil (UB) ganhou destaque no 30º Congresso Brasileiro de Engenharia Biomédica (CBEB 2026), realizado em Fortaleza (CE). O estudo que apresenta o SM-BQS, índice desenvolvido para avaliar a qualidade do tecido ósseo de forma mais abrangente e objetiva, recebeu menção honrosa no Prêmio Cândido Pinto de Melo, principal distinção científica concedida pela Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica (SBEB).

O trabalho foi desenvolvido pelo professor Alessandro Hakme da Silva, coordenador da Pós-Graduação em Bioengenharia da Universidade Brasil, em parceria com pesquisadores da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Nova abordagem para avaliar a saúde óssea

A densitometria óssea é amplamente utilizada para avaliar a saúde dos ossos a partir de sua densidade. No entanto, esse indicador isolado não permite compreender completamente características relacionadas à resistência do tecido ósseo. Assim, pessoas com resultados semelhantes no exame podem apresentar diferentes condições de resistência óssea.

O SM-BQS foi desenvolvido para ampliar essa análise. O índice reúne, em uma única escala de 0 a 100, informações relacionadas à densidade óssea, massa muscular e estrutura interna dos ossos.

A partir do resultado, a condição óssea é classificada em quatro níveis: preservada, levemente reduzida, moderada ou comprometida. O método foi testado em 67 mulheres e apresentou resultados consistentes em relação à resistência real do osso. A tecnologia já possui pedido de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Para o professor Alessandro Hakme da Silva, pesquisas como essa demonstram a importância da aproximação entre desenvolvimento científico, novas tecnologias e as necessidades da sociedade.

“Incentivar esse tipo de estudo e aprimoramento na área da saúde é contribuir para que avanços como estes possam chegar a quem mais precisa. A sociedade acadêmica precisa estar conectada às novas tecnologias e estimular pesquisas que possam ser inseridas no sistema de saúde. Esse tipo de estímulo é fundamental para que cada vez mais possamos ter uma medicina mais eficiente e acessível a todos”, destaca.

Reconhecimento à produção científica

Criado em 2002, o Prêmio Cândido Pinto de Melo homenageia um dos pioneiros da Engenharia Biomédica no Brasil e um dos fundadores da SBEB. A premiação reconhece trabalhos desenvolvidos por mestrandos e doutorandos de todo o país.

Com o tema “Construindo pontes entre a academia e o mercado”, a 30ª edição do CBEB reuniu pesquisadores, profissionais da saúde e empresas do setor.

Além do estudo sobre o SM-BQS, professores e estudantes da Pós-Graduação em Bioengenharia da Universidade Brasil apresentaram outros trabalhos científicos durante o congresso. O professor Alessandro também foi convidado pela SBEB para apresentar o programa de Pós-Graduação em Bioengenharia no estande da entidade.

“Estar no CBEB é mostrar à principal comunidade científica da área o que nossos professores e estudantes estão produzindo. E também é a chance de criar novas parcerias com universidades, empresas e instituições de saúde, para que essas pesquisas cheguem de fato às pessoas”, afirma o professor.

Pesquisa conectada aos desafios da sociedade

A participação da Universidade Brasil no congresso também evidenciou uma das características da Pós-Graduação em Bioengenharia: a aproximação entre pesquisa acadêmica e problemas encontrados no cotidiano profissional.

Grande parte dos estudantes do programa atua em hospitais, clínicas e empresas e transforma desafios encontrados em suas atividades profissionais em temas de investigação científica.

Entre as linhas apresentadas estão pesquisas envolvendo impressão de tecidos em laboratório, materiais impressos em 3D aplicados à saúde e reabilitação de pacientes cardíacos e respiratórios com acompanhamento a distância.

O desenvolvimento do SM-BQS reforça esse movimento ao transformar uma questão surgida da prática clínica em uma tecnologia reconhecida cientificamente, com pedido de patente e potencial de aplicação na avaliação da saúde óssea.

O reconhecimento conquistado no CBEB 2026 se soma às demais pesquisas desenvolvidas pelo programa, que contam com financiamento de instituições como FAPESP, CNPq e EMBRAPII. As iniciativas reforçam a aproximação entre universidade, setor produtivo e instituições de saúde, contribuindo para que o conhecimento desenvolvido no ambiente acadêmico possa gerar aplicações e benefícios para a sociedade.

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